quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CASO 4 :DENTINOGENESE IMPERFEITA

Paciente C.B.R de 07 anos, sexo feminino chegou ao dentista queixando-se dores de dentes constantes. Após exame pelo Cirurgião Dentista observou-se que a paciente em alguns dentes apresentava inclusive exposição pulpar, observou-se em ambas dentições elementos dentários com cor que variava entre o cinza ao violeta-acastanhado além de uma perda acentuada e precoce de esmalte emsuperfícies oclusais e incisiais, ao exame radiológico observou-se sinais radiográficos característicos de obliteração precoce e parcial de câmeras pulpares e canais radiculares em alguns dentes tendo sido diagnosticado um caso de Dentinogênese Imperfeita.

27 comentários:

  1. Termos desconhecidos:
    - Exposição pulpar
    - Superfícies oclusais
    - Superfícies incisais
    - Obliteração precoce e parcial de câmaras pulpares

    Objetivos:
    - formação da dentina e ordem de formação
    - constituição da dentina
    - canaliculos dentarios
    - Dentina: viva ou morta?
    - Dentina reacional e dentina esclerosada
    - dentina interglobular
    - formação da polpa
    - coloração da dentina
    - constituiçao da polpa
    - tipos de dentinogenese imperfeita

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  2. A dentinogênese imperfeita,também denominada de dentina opalescente hereditária,é uma doença autossômica dominante com expressividade variável,que afeta em torno de 1/8000 indivíduos brancos

    Ela é classificada em 3 tipos:

    tipo 1 - associada a osteogênese imperfeita: nesse caso tem sido usada a denominação de osteogênese imperfeita com dentes opalescentes.

    tipo 2 - com alterações na dentina,obliteração da câmaras pulpares por produção contínua de matriz dentária,sem envolvimento ósseo e com raras lesoes apicais,constituindo a dentinogenese imperfeita clássica.

    tipo 3 ou tipo de brandywine - com alterações na dentina,mas com exposições pulpares múltiplas,radiotransparências perlapicais e aspecto radiográfico variável,com canais radiculares e câmeras pulpares muito amplas.

    Fonte: Genética para odontologia - Robinson e Borges-Osório

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  3. Classificação segundo a localização da dentina

    Tem-se a dentina peritubular, que está circundando os microtúbulos e também a dentina intertubular, que está situada entre os microtúbulos, e ainda existe uma dentina chamada de interglobular que consiste em zonas de hipomineralização.

    A dentina interglobular forma-se na coroa dos dentes, na dentina circumpulpar, logo abaixo da dentina do manto e segue o padrão incremental.

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  4. Formação pulpar:
    A proliferação das células da papila dentária de origem ectomesenquimal ocorre durante a odontogênese, e essa proliferação é responsável pelo molde da futura junção amelodentinária. As diferenciações citológicas associadas à histogênese da polpa ocorrem em primeiro lugar na periferia da papila dentária com o epitélio dental interno no início da dentinogênese. A papila dentária passa a ser denominada polpa dentária quando fica delimitada por dentina. Todavia a diferenciação celular continua a ocorrer lentamente por vários anos. É uma estrutura rica de células indiferenciadas e apresenta uma rica vascularização durante o desenvolvimento. Algumas dessas células se diferenciam em fibroblastos, elementos importantes na manutenção da substância intercelular.
    Arranjo estrutural: zona odontoblástica,zona acelular,zona rica em células e zona central.

    Fonte:http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Dentina_e_Polpa.html

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  5. A dentina é um tecido conjuntivo avascular, mineralizado, especializado que forma o corpo do dente, suportando e compensando a fragilidade do esmalte. A dentina é recoberta pelo esmalte na sua porção coronária e pelo cemento na porção radicular. Sua superfície interna delimita a cavidade pulpar onde se aloja a polpa dentária. Por ser um TECIDO VIVO(!), contém prolongamentos de células especializadas e substância intercelular.
    Dentina e polpa formam um complexo em íntima relação topográfica, embriológica e funcional, por isso têm características biológicas comuns.

    Sua composição química é 70% matéria inorgânica (cristais de hidroxiapatita, pequenas quantidades de carbonatos e sulfatos, elementos como flúor, zinco, etc), 20% matéria orgânica (formada por fibras colágenas, lipídios, GAGs, etc) e 10% água.

    *a composição varia de acordo com a idade do dente.

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  6. Expisição pulpar, como o nome mesmo já diz, é a exposição da polpa do dente. A causa mais comum da exposição pulpar é a cárie, mas pode acontecer por erosão ou por fratura da coroa. É mais comum em dentes decíduos (no caso do paciente, que tem sete anos, é provável que o dente que apresenta o problema seja um dente decíduo), pois a camara pulpar de um dente permanente é menor.
    A dentonogênese imperfeita acomete a saúde do dente, de tal modo que fica frágil, e seu desgaste e/ou quebra são mais fáceis de ocorrer. Deste modo a exposição pulpar é bem fácil de ser encontrada nesses casos.

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  7. A superfície oclusal é área superior da coroa do dente, que entra em contato quando há a oclusão dental (ou seja, aposição das arcadas dentárias).

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  8. Obliteração precoce e parcial de câmaras pulpares
    O envelhecimento pulpar decorre da perda de celularidade pulpar resultante do fechamento gradual com a idade do forame apical, que reduz a nutrição celular, causando hialinização, fibrosamento pulpar e estabelecimento de nódulos pulpares. Estão associados ao envelhecimento pulpar precoce: os desgastes dentários, abfração, procedimentos restauradores, estéticos e cáries dentárias. Os pequenos traumatismos podem diminuir parcial e transitoriamente a nutrição pulpar e contribuir com o envelhecimento pulpar precoce. Não devemos considerar a movimentação dentária como pequenos traumatismos!

    A movimentação dentária ortodonticamente obtida não é brusca, à força, quando mais intensa, ainda assim não produz movimentos rápidos que justifiquem lesão ou rompimento dos vasos sanguíneos na porção apical, embora possa aumentar muito discretamente o volume sanguíneo pulpar nas primeiras 6h4. A lesão ou rompimento dos feixes vasculares apicais estão associados com o traumatismo dentário indutor de movimentos dentários repentinos, bruscos, intensos, pelos deslocamentos intra-alveolares induzidos.

    Quando a polpa dentária tem seus vasos sanguíneos lesados, mas não rompidos, ou seja, comprimidos, rompidos parcial ou transitoriamente, as suas células podem entrar em intenso estresse, que causa a mudança de seu fenótipo para se adaptarem à nova situação metabólica. Esta mudança de fenótipo, e de função também, é denominada metaplasia e na polpa leva à obliteração pulpar da câmara pulpar e/ou do canal radicular, pois quase todas as células da polpa se transformam em odontoblastos-like. Simultaneamente haverá produção aleatória de dentina displásica, respeitando os vasos e nervos, mas radiograficamente com completa obliteração do espaço pulpar coronário e/ou radicular. Às vezes, esta dentina também é referida como osteodentina ou vaso-dentina. Ao longo dos anos a polpa pode necrosar, inclusive com lesões periapicais crônicas. Esta situação promove o escurecimento gradativo do dente traumatizado ao longo de meses e anos e é referida como Metamorfose Cálcica da Polpa. Infelizmente, muitos acreditam, por crença ou fé, que o tratamento ortodôntico possa provocar tal situação.


    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-54192007000100003&script=sci_arttext

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  9. Obliteração precoce e parcial de câmaras pulpares

    O envelhecimento pulpar decorre da perda de celularidade pulpar resultante do fechamento gradual com a idade do forame apical, que reduz a nutrição celular, causando hialinização, fibrosamento pulpar e estabelecimento de nódulos pulpares. Estão associados ao envelhecimento pulpar precoce: os desgastes dentários, abfração, procedimentos restauradores, estéticos e cáries dentárias. Os pequenos traumatismos podem diminuir parcial e transitoriamente a nutrição pulpar e contribuir com o envelhecimento pulpar precoce. Não devemos considerar a movimentação dentária como pequenos traumatismos!
    A movimentação dentária ortodonticamente obtida não é brusca, à força, quando mais intensa, ainda assim não produz movimentos rápidos que justifiquem lesão ou rompimento dos vasos sanguíneos na porção apical, embora possa aumentar muito discretamente o volume sanguíneo pulpar nas primeiras 6h4. A lesão ou rompimento dos feixes vasculares apicais estão associados com o traumatismo dentário indutor de movimentos dentários repentinos, bruscos, intensos, pelos deslocamentos intra-alveolares induzidos.
    Quando a polpa dentária tem seus vasos sanguíneos lesados, mas não rompidos, ou seja, comprimidos, rompidos parcial ou transitoriamente, as suas células podem entrar em intenso estresse, que causa a mudança de seu fenótipo para se adaptarem à nova situação metabólica. Esta mudança de fenótipo, e de função também, é denominada metaplasia e na polpa leva à obliteração pulpar da câmara pulpar e/ou do canal radicular, pois quase todas as células da polpa se transformam em odontoblastos-like. Simultaneamente haverá produção aleatória de dentina displásica, respeitando os vasos e nervos, mas radiograficamente com completa obliteração do espaço pulpar coronário e/ou radicular. Às vezes, esta dentina também é referida como osteodentina ou vaso-dentina. Ao longo dos anos a polpa pode necrosar, inclusive com lesões periapicais crônicas. Esta situação promove o escurecimento gradativo do dente traumatizado ao longo de meses e anos e é referida como Metamorfose Cálcica da Polpa. Infelizmente, muitos acreditam, por crença ou fé, que o tratamento ortodôntico possa provocar tal situação.

    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-54192007000100003&script=sci_arttext

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  10. Como já estudado anteriormente e está tanto no livro, quanto no resumo da Foars, os pre-ameloblastos primeiro induzem a formação dos odontoblastos(que secretam dentina e polpa). Após a secreção da primeira camada de dentina, as células do epitélio interno mudam sua polaridade, buscando nutrição do saco dentário e surgindo os ameloblastos adultos. Portanto, primeiro é produzida a dentina e depois o esmalte

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  11. A polpa é um tecido altamente inervado e vascularizado. Vasos sanguíneos e fibras nervosas mielinizadas penetram no dente pelo forame apical e ramificam-se. Algumas fibras nervosas perdem suas bainhas de mielina e estendem-se por uma curta distância no interior de túbulos dentinários. Fibras pulpares são sensíveis à dor, única modalidade sensorial reconhecida pelo dente.

    Histologia básica, Junqueira e Carneiro

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  12. A polpa dentária é um tecido conjuntivo frouxo, envolvido pela dentina, exceto no forame apical, onde a mesma se comunica com o periodonto. Sua porção periférica é caracterizada pela sua participação na formação dentinária durante a vida do dente, além de manter a integridade da dentina. Em certos aspectos a polpa difere, estrutural e fisiologicamente, de outros tecidos conjuntivos. Desta maneira, ela dever ser considerada um tipo especial de tecido conjuntivo frouxo (figuras 6 e 7).
    Caracteriza-se por apresentar uma população variada de células, unidas por substância intercelular amorfa, constituídas principalmente de glicosaminoglicanas, ácido hialurônico, sulfato de condroitina, glicoproteínas e água. A substância intercelular fibrosa é principalmente de natureza colágena do tipo I e III. Apresenta também um amplo suprimento vascular e nervoso.
    A proliferação das células da papila dentária de origem ectomesenquimal ocorre durante a odontogênese, e essa proliferação é responsável pelo molde da futura junção amelodentinária. As diferenciações citológicas associadas à histogênese da polpa ocorrem em primeiro lugar na periferia da papila dentária com o epitélio dental interno no início da dentinogênese. A papila dentária passa a ser denominada polpa dentária quando fica delimitada por dentina. Todavia a diferenciação celular continua a ocorrer lentamente por vários anos. É uma estrutura rica de células indiferenciadas e apresenta uma rica vascularização durante o desenvolvimento. Algumas dessas células se diferenciam em fibroblastos, elementos importantes na manutenção da substância intercelular

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  13. Os canalículos contém uma espécie de fluido extra-celular que cumulativamente representa uma fração significante do volume total da dentina (20 a 30%). se o fluido é contaminado com produtos microbianos, tais como endotoxinas, então ele pode ser um agente injurioso que pode penetrar na polpa e causar inflamação. Esse processo de penetração de substâncias através da dentina é um processo passivo e é determinado, em grande parte, pela estrutura própria da dentina.
    Os canalículos dentinários convergem para a polpa, porque a superfície da área da junção dentina-esmalte é maior. A convergência dos canalículos dentinários é também responsável pela diminuição da microdureza da dentina.
    A estimativa da densidade canalicular varia de 40 mil a 70 mil canalículos por milímetro quadrado, dependendo da distância que se encontra em relação com a polpa. Os canalículos têm cerca de 1 micrometro de diâmetro em sua parte periférica e cerca de 3 micrometros na superfície pulpar. As paredes dos canalículos são limitadas por uma dentina pericanalicular hipermineralizada ao longo de seu comprimento com excessão da parte do canalículo próximo à polpa. A dentina entre os canalículos é chamada de dentina intercanalicular, a qual é rica em matriz orgânica e menos calcificada do que a dentina pericanalicular.

    http://www.forp.usp.br/restauradora/dentin.html

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  14. A dentina é sensível a diversos estímulos, como calor, frio,trauma e Ph ácido, sendo todos esses estímulos percebidos como dor. Embora a polpa seja muito inervada, a dentina possui poucas fibras amielínicas que penetram nos túbulos na sua porção pulpar. De acordo com a teoria hidrodinâmica, os diferentes estímulos podem causar movimentos de fluidos no interior do túbulo dentinário , estimulando assim as fibras nervosas localizadas junto aos prolongamentos odontoblásticos.

    Histologia Básica- Junqueira e Carneiro

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  15. Dentina Reacional: formada por odontoblastos maduros, em resposta a estímulos de baixa intensidade; Dentina Reparadora: - tubular: formada depois morte de odontoblastos, por células semelhantes a odontoblastos, em resposta a estímulos de baixa intensidade; - atubular: formada depois morte de odontoblastos, por células semelhantes a fibroblastos, em resposta a estímulos de subida intensidade.
    http://www.pergunte.info/questao/dentina-reacional-e-reparativa-diferencie-

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  16. A dentina esclerosada é formada através de uma hipermineralizaçao dentinária. A dentina esclerosada, por apresentar a peritubular aumentada e túbulos dentinários obstruídos, é mais resistente aos ácidos e à penetração de materiais protetores ou restauradores.

    http://www.sbtd.org.br/artigos_sbtd_detalhes.asp?IdArtigo=6

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  17. Tipos de Dentinogênese imperfeita

    Tipo I- Ocorre em pessoas que têm osteogênese imperfeita, uma condição genética na qual ossos frágeis quebram com facilidade. Isso normalmente é traço autossômico dominante com expressividade variável, mas podem ser recessivos se associado a osteogênese imperfeita do tipo recessiva.

    Tipo II- Sem uma doença hereditária, ou seja, Osteogênese imperfecta. É um traço autossômico dominante e é, de fato, a mais comum das doenças autossômicas dominantes nos seres humanos. Algumas famílias com tipo II têm progressiva perda auditiva, além de anormalidades dentárias

    Tipo III- Esse tipo de dentinogênese imperfeita foi identificado pela primeira vez em uma população de Brandywine, Maryland. Os investigadores acreditam que tipo II e tipo III podem ser o mesmo transtorno.

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  18. Vi que quem tem dentinogenese imperfeita, tem descoloração do dente e que fica, na maioria das vezes, azul-cinza ou marrom-amarelo.
    E também uma doença hereditária autossômica dominante e que é muito rara, atingindo 1 entre 6000 e 8000 pessoas.

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  19. A reabilitação estética dos pacientes portadores de dentinogênese imperfeita, geralmente é realizada utilizando-se tratamentos restauradores. Sendo que alguns pacientes apresentam baixa receptividade relativa à adesão dos matérias restauradores, porém em casos onde ainda não ocorreu a degradação do elemento dentário, pode-se propor um tratamento mais conservador, como o clareamento.Contudo um diagnostico prévio e de fundamental importância para prevenir ou minimizar futuras alterações na função e na estética.

    http://trigramas.bireme.br/cgi-bin/mx/cgi=@1?collection=LILACS.org.TiKwAb&maxrel=10&minsim=0.30&text=Dentinog%EAnese%20Imperfeita

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  20. Falarei sobre o desenvolvimento da papila:

    A papila, originada pelo ectomesenquima, é derivada da papila dentária, que é diferenciada na fase de campânula, onde suas células ectomesenquimais periféricas se diferenciam em odontoblastos.

    Celulas indiferenciadas, fusiformes ou estreladas, com numerosos prolongamentos citoplasmáticos e quase desprovidos de organelas etc., são as que constituem o restante da papila.

    A artéria alveolar emite ramos que irão penetrar na camada periférica de odontoblastos secretores, que estão no início da fase de coroa.

    As fibras nervosas aparecem mais tarde, quando a fase de coroa está francamente estabelecida. Com o passas da odontogênese, a papila diminui por conta da deposição centrípeta de dentina.

    A transformação da papila em polpa:
    }}diminuição da concentração de células ectomesenguimais;
    }}aparecimento de fibtoblastos;
    }}e o aumento gradual das fibrilas colágenas na matriz extracelular. Essa tranformaçao so é completada quando da erupção dentária.

    Histologia e embriologia oral. Katchburian, Eduardo.

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  21. Pelos comentários que li, a dentina é viva em sua parte reacional, no caso, a parte mais intima com a polpa. Suas camadas em direçao ao esmalte sao mais mineralizadas e, portanto, suportam mais a entrada de materiais reparadores etc.

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  23. Tipos de dentina quanto à estrutura:
    Ortodentina: dentina tubular humana, sem inclusoes celulares.
    Fibro-dentina: dentina atubular humana, com ou sem inclusoes celulares.
    Osteodentina: ilhas interligadas de tecido pulpar entre tecido dentinário(presente em peixes)
    Vasodentina: Tecido dentinário com capilares

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  24. Tipos de dentina quanto a estrutura e cronologia
    Primária: dentina formada até o termino da formação da raiz.
    Secundária: formada logo após a formação da raiz.
    Terciária: formada em resposta a um estímulo externo.
    Esclerose dentinária: deposição de mineral dentro dos túbulos.

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  25. O esmalte de quem possue essa dentinogênese imperfeita é normal porém ele se fratura com facilidade pois a dentina está alterada ja que a dentinogênese em si é o processo que consiste na conversão da pré-dentina ainda não-mineralizada em dentina mineralizada.
    A dentinogênese imperfeita afeta ambas as dentições decíduas e permanente.
    Os dentes afetados ficam mais fracos e sujeitos a fraturas, apresentam-se com coloração alterada, cinza-azulada e marrom-amarelado, atinge tanto homens quanto mulheres e nas radiografias pode verificar coroas bulbosas, raizes curtas e delgadas e canais radiculares pequenos e atresiados. Divide-se em três tipos: 1-associada a osteogênese imperfeita, 2- se manifestando somente nos dentes (dentina opalescente hereditária) e 3- a isolada afetando somente caucasiano, negros e indigena americano (Brandywine).

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  26. COMPOSIÇÃO QUÍMICA


    A dentina é constituída por:
    1 Matéria inorgânica – 70%
    1 Matéria orgânica – 20%
    1 Água – 10%


    Esta composição varia com a idade do dente, devido a sua mineralização progressiva, mesmo já estando totalmente formado.
    A PORÇÃO INORGÂNICA consiste de sais minerais sob a forma de cristais de hidroxiapatita. Cada cristal é composto por vários milhares de unidades e cada ?unidade básica fundamental? tem como fórmula 3 Ca3(PO4)2.Ca(OH)2. Contem também pequenas
    quantidades de fosfatos, carbonatos e sulfatos, além de elementos como F, Cu, Zn, Fe e outros.
    Os grupos OH da hidroxiapatita podem se combinar com o flúor e formar a fluorapatita. Esta troca particular na composição da apatita tem importância clínica, pois a fluorapatita é menos solúvel que a hidroxiapatita, com maior resistência ao ataque ácido produzido por microorganismos cariogênicos.
    A PORÇÃO ORGÂNICA consta de fibras colágenas (17%), dispostas em pequenos feixes ao redor e entre os prolongamentos odontoblásticos. Estas fibras são unidas e cimentadas pela substância amorfa de natureza glicoproteica (lipídios, glicosaminoglicanas e compostos protéicos).

    PROPRIEDADES FÍSICAS


    COR – É uma estrutura branca amarelada. O tom do amarelo varia com a idade e de um indivíduo para outro.
    Quanto mais translúcido o esmalte, mais deixa transparecer a cor da dentina.
    DUREZA – A dentina é um tecido muito duro, mais que o osso e o cemento, embora seja mais mole e portanto mais radiolúcida do que o esmalte.
    RESILIÊNCIA – Apresenta considerável elasticidade, devido ao arranjo em rede das suas fibras colágenas, cedendo mediante pressões, e com isso, amortece as forças mastigatórias impostas sobre o esmalte, impedindo que o mesmo se frature.
    PERMEABILIDADE – A dentina é canalicular, e portanto permeável; substâncias podem penetrar através dos canalículos e atingir a polpa.



    4- ESTRUTURA DA DENTINA


    Os componentes estruturais básicos são:
    a – O prolongamento do odontoblasto (fibrila de Tomes)
    b – Canalículo da dentina (zona canalicular)
    c – O espaço periodontoblástico (líquido tissular)
    d – A dentina pericanalicular (parede)
    e – A dentina intercanalicular

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