Chegou a clínica de Odontologia da FOP um paciente F. B. D., sexo masculino, de 15 anos, queixando-se que os seus dentes eram muito escuros e perguntou ao aluno da clínica de dentística que o atendeu se era possível realizar um clareamento dentário, pois tinha muita vergonha da cor dos seus dentes.
O referido aluno disse que haveria uma possibilidade de clareamento, porém seria necessário um exame mais detalhado para que se fizesse uma verificação das condições de todos os elementos dentários.
Ao exame procedido pelo estudante, o mesmo evidenciou em alguns dentes áreas de erosão ao nível do esmalte dentário, bem como observou rugas na superfície do esmalte de alguns elementos e a exploração com a sonda diagnosticou depressões com exposição áreas de dentina., habilidoso que era o aluno resolveu radiografá-los observando que em alguns dentes a camada de esmalte que reveste a coroa dentária era muito fina e em determinadas regiões estava completamente ausente o que levou a pensar que se tratava de um caso de Amelogênese Imperfeita, o que foi confirmado pelos professores da disciplina.
Cordenadora: Jéssica Cabral
ResponderExcluirRedatora: Érica Brasil
Caso Clíno III
Termo desconhecido: Amelogênese imperfeita
Objetivos:
1- Qual o tratamento adequado para o clareamento, e se o mesmo era benéfico ao paciente?
2- Como ocorre a formação do esmalte dentário? Quais suas fases? Qual é sua composição?
3- Extiste apenas um tipo de AMELOGÊNESE?
4- Existe alguma possibilidade de fatores externos, antibióticos e drogas ilícitas causarem amelogênese imperfeita?
5- O que é a "linha neonatal"?
6- O que são "linhas incrementais"?
7- Amelogênese imperfeita pode ser provocada durante o período gestacional?
8- As rugas apresentadas no caso clínico serão causadas apenas pela amelogênse imperfeita ou existem outros fatores?
OBS: Postem!!!
Os defeitos hereditários de formação do esmalte também são divididos em três tipos de amelogênese imperfeita, segundo
ResponderExcluirDesort8 (1983) e Cartwright et al.3 (1999):
1)Tipo hipoplásico: nos dentes em desenvolvimento e recém-irrompidos, o esmalte não se formou em toda a sua extensão.
2)Tipo hipocalcificado: neste caso, existe
grande quantidade de matriz de esmalte pobremente calcificada, de modo que o esmalte apresenta-se mole, podendo ser removido com cureta.
3)Tipo hipomaturado: o esmalte pode ser
perfurado com a ponta de um explorador sob pressão e pode ser destacado em lascas de dentina subjacente, de aspecto normal.
Relato de caso:http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:DNxeSSbO0AsJ:www.gbpd.com.br/Arquivos/revista16/7-16-01.pdf+amelogenese+imperfeita+-+tipos%3F&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESiczeeJcXQv4-30GHLIpZ75bkkJv-tA7MsNQkrV4bq1dUjJSWG_tDBxyjqJhRL7vGUuaX0K1MsMAcyjJFQmE6GaiIKiQVQB0e4RgeiY1ofynYQhqg1AVhUT8vqIuK4PZksGP9ST&sig=AHIEtbSGV_TU3O1Nu2r2--ZT4npOsPbXAg
Existem basicamente duas técnicas de clareamento dental para dentes vitais: a caseira e a de consultório. A técnica caseira envolve a utilização de moldeiras carregadas com o gel clareador, utilizadas durante vários dias ou noites, sendo supervisionada pelo dentista. A técnica de consultório envolve a utilização de um gel clareador em alta concentração, que é aplicado diretamente nos dentes pelo dentista. Ambas as técnicas produzem bons resultados, a diferença entre elas é o tempo de uso, bem como a concentração do gel clareador utilizada, ou seja, quanto menor a concentração do gel, maior o tempo de uso. Portanto, a técnica de consultório é mais rápida.
ResponderExcluirExiste ainda o clareamento para dentes escurecidos e com o canal tratado (dentes despolpados). Nestes, o agente clareador é aplicado no interior do dente e não apenas na superfície.O clareamento dental é bem tolerado pela maioria dos pacientes, contudo, existem casos em que se deve tomar maiores cuidados para realizá-lo. Os pacientes que apresentam muita sensibilidade nos dentes, que apresentam lesões de cárie ou dentes fragilizados e com grandes restaurações estão inicialmente contraindicados a receberem o tratamento clareador. Não se deve fazer este tratamento em pacientes gestantes e lactentes ou nos pacientes que apresentam problemas severos de má-formação dentária. Os pacientes muito jovens também tendem a apresentar muita sensibilidade dental durante o tratamento clareador, por possuírem dentes com polpas amplas.
Fontes:http://idmed.uol.com.br/Sa%C3%BAde/Sa%C3%BAde-Bucal/clareamento-dental.html
Em quais situações /condições não são recomendados o clareamento a laser ?
ResponderExcluirEm casos de má formação dentária( esmalte; amelogênese imperfeita ou dentina; dentinogênese imperfeita); de dentes manchados de forma irregular ou em dentes muito escurecidos pós tratamento endodôntico, o resultado do clareamento não será satisfatório, sendo indicado outro tipo de tratamento estético.
http://www.clareamentoalaser.odo.br/
Não é recomendado o clareament,mas também nao diz o porque. estou procurando desde ontem o motivo
A amelogenina é uma proteína que participa da formação do esmalte atuando como
ResponderExcluirmatriz insolúvel, sobre a qual ocorre a deposição dos cristais de hidroxiapatita
durante a fase de mineralização do esmalte. A amelogênese imperfeita é uma doença
geneticamente heterogênea, podendo ser autossômica dominante, autossômica
recessiva ou ligada ao cromossomo X e a causa da amelogênese imperfeita ligada ao
cromossomo X está ligada diretamente ao gene da amelogenina (LINE et al., 1996).
www.revistargo.com.br/include/getdoc.php?id=465&article=208... (artigo cientifico)
Sabe-se que vários fatores diferentes podem causar
tal doença, como:
1- deficiências nutricionais (carência de vitaminas A, C
e D);
2- doenças exantemáticas (e. g. sarampo, varicela,
escarlatina);
3- sífilis congênita;
4- hipocalcemia;
5- trauma por ocasião do nascimento, prematuridade,
eritroblastose fetal;
6- infecção ou traumatismo local;
7- ingestão de substâncias químicas (principalmente
fluoreto);
8- causas idiopáticas.
http://www.cro-pe.org.br/revista/v3n3a04/Amelogenese%20Imperfeita.pdf
pessoal vocês estam sendo muito mal avaliados na discussão deste caso. vamos postar pessoal.
ResponderExcluirAQUI ESTÃO VÁRIOS QUESTIONAMENTOS A SEREM RESPONDIDOS:
1-QUAL A NATUREZA E COMPOSIÇÃO DO ESMALTE PARA QUE ELE POSSA SER CONSIDERADO A ESTRUTUTRA MAIS DURA DO CORPO.
2COMO PODEMOS CARACTERIZAR AS FASE DA AMELOGENESE?
3-COMO SE EXPLICA O PORQUE DO ESMALTE SER UMA DAS ESTRUTURA MAIS DURAS DO CORPO E QUANDO DIANTE DE PREPAROS CAVITÁRIOS ELE É TOTALMENTE FRIÁVEL QUENDO NÃO ENCONTRA-SE SOBRE SUPORTE DENTINÁRIO.
4-QUAIS SÃO AS FASES DA AMELOGENESE?
5-QUE IMPORTÂNCIA TEM O EPITÉLIO INTERNO DO ÓRGÃO DO ESMALTE NA FORMAÇÃO DA COROA DENTÁRIA?
6-QUE IMPORTANCIA POSSUE A INVERSÃO DA POLARIDADE DO EPITELIO INTERNO DO ORGÃO DO ESMALTE NA FASE DE DIFERENCIAÇÃO DO ESMALTE?
7-PARA QUE SERVE O RETICULO ESTRELADO?
8-PARA QUE SERVEM OS PRISAS DO ESMALTE?
LINHAS INCREMENTAIS
ResponderExcluirRefletem variações na estrutura e mineralização estabelecidas durante a formação de dentina. O curso das linhas corresponde aos períodos rítmicos de aposição de dentina. Na coroa varia de 4 a 8um a aposição diária de dentina. Na raiz, a aposição dentinária é mais lenta. Ocasionalmente algumas destas linhas estão acentuadas devido a distúrbios no processo de mineralização e são conhecidas como linhas de contorno de Owen.
LINHA NÉO-NATAL
ResponderExcluirDurante o nascimento, o feto sofre alterações abruptas tanto no meio ambiente como na forma de nutrição, ocasionando nesta fase da vida, uma linha de contorno acentuado na dentina, resultado de uma calcificação incompleta (hipocalcificação), é a chamada linha néo-natal. Isto ocorre nos dentes decíduos e nos primeiros molares permanentes, onde uma parte da dentina é feita antes do nascimento.
Fonte: http://www.foar.unesp.br/
Processo de formação do esmalte dentário:
ResponderExcluir1° - Morfogênica: o epitélio interno do órgão do esmalte determina a forma da coroa do dente. Essa fase corresponde ao início do estágio de câmpanula. As células sofrem sucessivas divisões, e o material sintetizado pelas células do epitélio interno é destinado principalmente a fins intracelulares.
2° - Diferenciação: As células do epitélio interno do esmalte tornam-se pré-ameloblastos.Pois, duas ou três camadas de células localizadas entre as células do epitélio interno e o retículo estrelado, constituindo o órgão do esmalte. Os pré - ameloblastos induzem a diferenciação das células da periferia da papila dentária, e enquanto isso a diferenciação dos futuros ameloblastos continua gradualmente, completando só após a presença da primeira camada de matriz orgânica de dentina.
3º - Secreção da matriz: é o estágio formativo executado pelos ameloblastos. A secreção da matriz orgânica ocorre numa proporção diária de 0,023 mm/dia. Essa matriz sofre mineralização de imediato com cerca de 65% de água, 20% de material orgânico(amelogenina e enamelina) e 15% de material inorgânico (cristais de hidroxiapatita). Essa secreção continua até quase a deposição de sua espessura total. Os cristais depositados nessa matriz são placas de hidroxiapatita finas e alongadas.
4º - Maturação: consiste no crescimentos dos cristais minerais e perda de proteína e água. A maturação inicia-se no centro de crescimento praticamente ao mesmo tempo que o esmalte atingiu sua espessura máxima. A maturação prossegue na proporção de 0,04 a 0,05 mm/dia, portanto muito mais rápida que a secreção da matriz. Nesse estágio há remoção do material protéico onde se retira toda a amelogenina restando apenas a enamelina e parte da água também é perdida tornando o esmalte mineralizado mas ainda bastante poroso.
5° - proteção: adição de mais minerais à matriz e perda da porosidade, após a erupção, quando o dente está na cavidade bucal, o esmalte continua incorporando minerais obtidos da saliva, permitindo o crescimento dos cristais e consequentemente perda da porosidade.
Fontes:Histologia e Embriologia Oral, Katchburian, 2° edição. E http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Esmalte.htm
EPITÉLIO DENTAL INTERNO: o epitélio interno do esmalte consiste de uma camada de células que se diferenciam em ameloblastos, tornando-se células cilíndricas altas. Possuem um diâmetro de 4 a 5 micrômetros e cerca de 40 micrômetros de altura. Vistos em corte transversal, apresentam a forma hexagonal. Os ameloblastos são células formadoras de esmalte e antes de sua total diferenciação, exercem uma influencia organizadora sobre as células ectomesenquimatosas da papila dentária que, por sua vez, se diferenciam em odontoblastos. O epitélio interno tem portanto, função formadora e indutora.
ResponderExcluirhttp://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Odontogenese.html
COM RELAÇÃO À FORMAÇÃO DO ESMALTE DENTARIO
ResponderExcluirA formação do esmalte dentário é um processo biológico complexo, porém bem coordenado e que envolve duas fases: secreção e maturação9. O desenvolvimento do esmalte é regulado por células epiteliais, ameloblastos, que expressam um importante conjunto de genes que codificam a produção de proteínas essenciais para a formação desse tecido dentário6.
Sabe-se até o presente momento que, durante o estágio de secreção, os ameloblastos sintetizam e secretam proteínas da matriz do esmalte, tais como amelogenina, ameloblastina e enamelina; e da enzima enamelisina, também chamada MMP-206,9. A deficiência de uma dessas proteínas e/ou enzimas pode levar à má formação dentária, tal como uma hipoplasia do esmalte (amelogênese imperfeita) de diversas magnitudes de severidade. Porém, o mecanismo de como cada uma dessas proteínas exerce a sua função e influencia o processo de mineralização do esmalte dentário ainda permanece obscuro.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-54192008000400002&script=sci_arttext
RETÍCULO ESTRELADO: As células situam-se na parte central do órgão dental tornam-se afastadas entre si, pelo acúmulo de fluído intercelular. Assumindo forma estrelada, com longos prolongamentos que se anastomosam com diversos tipos de junções celulares.
ResponderExcluirOs espaços entre as células estreladas, são preenchidos por um fluído mucóide, rico em albumina (glicosaminoglicanas), o que confere ao órgão dental uma consistência almofadada, a qual irá mais tarde proteger as delicadas células formadoras de esmalte.
Fonte do comentário anterior:
ResponderExcluirhttp://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Odontogenese.html
a - EPITÉLIO DENTAL INTERNO: o epitélio interno do esmalte consiste de uma camada de células que se diferenciam em ameloblastos, tornando-se células cilíndricas altas. Possuem um diâmetro de 4 a 5 micrômetros e cerca de 40 micrômetros de altura. Vistos em corte transversal, apresentam a forma hexagonal. Os ameloblastos são células formadoras de esmalte e antes de sua total diferenciação, exercem uma influencia organizadora sobre as células ectomesenquimatosas da papila dentária que, por sua vez, se diferenciam em odontoblastos. O epitélio interno tem portanto, função formadora e indutora.
ResponderExcluirFonte:http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Odontogenese.html
A unidade básica do esmalte é chamada prisma.Medindo de 4 μm - 8 μm de diâmetro, um prisma de esmalte é um pequeno agrupamento compacto de hidroxiapatita.A estrutura, quando vista com o auxílio da microscopia, lembra muito um buraco de fechadura.
ResponderExcluirO arranjo dos cristais de hidroxiapatita é complexo.
Ambos, ameloblastos (células que iniciam a formação do esmalte) e os processos de Tomes, afetam o padrão dos prismas. Os prismas de esmalte na cabeça/topo são orientados paralelos ao longo eixo do dente. Quando encontrados na cauda, sua orientação diverge ligeiramente do longo eixo.
Em dentes permanentes, os prismas de esmalte próximos da junção amelo-cementária (JAC) inclinam-se levemente em direção à raiz do dente. Entender a orientação destes prismas é muito importante para a odontologia, principalmente quando vai se fazer um reparo ou restauração, porque o esmalte que não tem dentina subjacente torna-se muito mais vulnerável à fraturas.
referências biográficas : http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Esmalte.htm
NATUREZA E COMPOSIÇÃO DO ESMALTE
ResponderExcluirA estrema dureza do esmalte deve-se ao seu alto conteúdo inorgânico (97%), representado por cristais de fosfato de cálcio sob a forma de hidroxiapatita,com quantidades de carbonato, sódio, magnésio, cloreto, potássio e flúor, no meio a (1%) de material orgânico de natureza basicamente protéica, com escassos carboidratos e lipídios, e por (2%) de água. Essa composição faz do esmalte um tecido extremamente friável, apesar de sua dureza. Por este motivo, a dentina subjacente, um tecido mais resiliente,confere sustentação e reduz a possibilidade de fratura durante a mastigação.
-- Fases: secreção e maturação (mais longa) ----- fases de secreção e maturação podem
ResponderExcluirocorrer ao mesmo tempo num mesmo germe dental;
-- Eventos básicos: secreção de matriz, mineralização, remoção de parte da matriz, e
continuação da mineralização.
Fase secretória:
-- Início : logo após mineralização da primeira camada de dentina;
-- Matriz: amelogenina (maior parte) e anamelina; é logo calcificada;
-- Processo de Tomes: região de crescimento interprismático, (na porção proximal) região
de crescimento prismático (na porção distal). O esmalte inteprismático primeiro.
-- Limite entre EP e EIP: nítido na porção oclusal do prisma e suave na porção cervical;
-- Progressão: centrífuga.
Fase secretória (crescimento dos cristais):
-- Em comprimento: processo rápido, logo atinge dimensões do esmalte maturo;
-- Em espessura: processo lento. Ocorre principalmente durante a maturação;
-- Remoção de água e proteínas: são deslocados para as porções oclusais dos prismas.
Fase de maturação:
-- Período: da perda na secreção de matriz até a erupção;
-- Processos: remoção de água e proteínas, e deposição de mineral;
-- Alterações nos ameloblastos: desaparece os processos de Tomes, redução da altura,
modulação dos ameloblastos: com terminação rugosa e com terminação lisa.
-- Progressão: centrífuga.
Fases do ameloblasto:
-- Antes da deposição de dentina: cúbico;
-- Após a deposição de dentina: cilíndrico alto;
-- Fase de maturação: cilíndrico baixo;
-- Após maturação: cúbico (protetor contra reabsorção).
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirLamelas do esmalte: São estruturas delgadas, em folha, que se estendem desde a superfície até o limite amelodentinário. Por vezes podem cruzar o limite e penetrar a dentina. Consistem de matéria orgânica, com pouco conteúdo mineral.
ResponderExcluirPodem ser diferenciadas 3 tipos de lamelas: o tipo A, composto de segmentos de prismas pobremente mineralizados, o tipo B, que consiste de células degeneradas,e o tipo C, formado após a erupção do dente, quando a trinca está preenchida por matéria orgânica, presumivelmente da saliva.
Embora as lamelas do tipo A estejam restritas ao esmalte, as do tipo B e C podem adentrar a dentina.
Foi sugerido que as lamelas do esmalte podem ser regiões mais fracas do dente, formando uma via de entrada para bactérias que iniciam a cárie.
Fonte: Histologia e Embriologia oral de Orban S. N. Bhaskar
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirTufos do esmalte: Se iniciam no limite amelodentinário e avançam dentro do esmalte por um terço a um quinto de sua espessura.
ResponderExcluirOs tufos consistem de prismas de esmalte e substância interprismática hipocalcificados. Tal como lamelas do esmalte, estendem-se na direção do longo eixo da coroa. Sua presença e desenvolvimento são consequência ou adaptação às condições espaciais do esmalte.
Fonte: Histologia e Embriologia oral de Orban S. N. Bhaskar
A amelogênese imperfeita se refere a um grupo de
ResponderExcluirdoenças hereditárias de formação do esmalte. Acomete esmalte e dentina, em uma ou ambas as
dentições, acarretando problemas estéticos e
sensibilidade, o que pode interferir na auto-estima dos pacientes.
Sabe-se que vários fatores diferentes podem causar
tal doença, como:
1- deficiências nutricionais (carência de vitaminas A, C
e D);
2- doenças exantemáticas (e. g. sarampo, varicela,
escarlatina);
3- sífilis congênita;
4- hipocalcemia;
5- trauma por ocasião do nascimento, prematuridade,
eritroblastose fetal;
6- infecção ou traumatismo local;
7- ingestão de substâncias químicas (principalmente
fluoreto);
8- causas idiopáticas.
A utilização de resina composta na restauração dos
elementos dentários envolvidos apresenta-se como uma
opção de tratamento fácil, de baixo custo e bons
resultados clínicos.
Efeitos do alcool etilico sobre a amelogenese de molares inferiores de ratos, durante o periodo gestacional
O álcool, quando consumido em doses elevadas durante a gestação pode causar malformações congênitas no feto, dentre as quais defeitos craniofaciais e orodentais, decorrentes de interferências no desenvolvimento embrionário normal. Várias formas de perturbações celulares têm sido associadas com a ingestão de álcool durante a gravidez, porém poucos estudos têm se voltado para as alterações que podem ocorrer nas células secretoras do esmalte durante o período da odontogênese.
A interferência do álcool durante a gravidez reduz o desenvolvimento do germe dentário e a secreção da matriz do esmalte.
Complementando o que Eduardo escreveu,
ResponderExcluiracredita-se que a estrutura prismática foi uma aquisição importante para o desenvolvimento da mastigação nos mamíferos.O desenvolvimento da mastigação só foi possível graças a adaptações evolutivas na estrutura do esmalte. A variação da orientação dos cristais de hidroxiapatita ajuda a distribuir as forças mastigatórias que incidem sobre o esmalte, melhorando as propriedades físicas desta estrutura. Nos mamíferos primitivos os prismas eram paralelos entre si e seguiam retos da junção amelodental até a superfície do esmalte. Na maioria dos mamíferos modernos o esmalte possui uma estrutura mais complexa, onde os prismas seguem um trajeto tortuoso, além disto grupos de prismas seguem direções distintas formando as bandas de Hunter-Schreger.
§ Esmalte é o tecido de origem ectodérmica que recobre a coroa do dente. É formado pelo órgão dental. Na etapa que precede a formação dos tecidos duros (dentina e esmalte), o órgão do esmalte originado do epitélio estratificado oral primitivo, consiste de quatro camadas: o epitélio externo do órgão dental, o retículo estrelado, o estrato intermediário e o epitélio interno do órgão dental (camada ameloblástica). As diferentes camadas epiteliais do órgão dental são denominadas de acordo com sua morfologia, função ou localização.
ResponderExcluir§ Retículo Estrelado:
Essas células possuem longos prolongamentos unidos por desmossomos entre si e com as células do epitélio externo do esmalte e o estrato intermediário. A grande quantidade de substância intercelular torna-o resistente, elástico, atuando como um provável amortecedor contra as forças físicas.
§ Epitélio Interno: Essas células, antes de começar a formação do esmalte, no estágio de campânula sofrem modificações quanto a forma: de células cúbicas (epitélio de revestimento) assumem a forma cilíndrica e se diferenciam em ameloblastos (epitélio secretor) que produzem a matriz do esmalte.
ResponderExcluir§ referencia:
ResponderExcluirhttp://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Esmalte.htm
complementando o que julio falou sobre a linha neo natal, é que ela separa o esmalte dos dentes decíduos formado antes e depois do nascimento da criança.
ResponderExcluir