sábado, 4 de setembro de 2010

CASO II



Um paciente de 12 anos de idade, sexo masculino, chegou a clínica de Estomatologia da FOP queixando-se de que os seus amigos zombavam dele por ter uma face atípica, e por conta disto havia deixado de freqüentar a escola e não mais saía de casa, o mesmo já encontrava-se em tratamento psicológico, tendo sido orientado procurar ajuda de um profissional saúde especializado.
Ao exame clínico observou-seuma face com acentuada diminuição do tamanho da mandíbula, além de olhos e orelhas defeituosos, ao exame intra oral observou-se uma fenda palatina. O paciente foi investigado exaustivamente pelos serviços de Genética Médica e de estomatologia, chegando-se a conclusão que se tratatava de uma face síndrômica( Síndrome do 1º Arco), tendo sido o mesmo encaminado ao serviço de Cirurgia plástica e para Buco-Maxilo-Facial para correção da fenda palatina e posteriormente ao serviço de Prótese Buco-maxilo-Facial para confecção de uma prótese de orelha

31 comentários:

  1. Estavamos comentando no topico anterior. vamos organizar, porque o caso foi terça, é domingo e ainda nao tivemos tantas postagens devido ao feriado.
    Jéssica Ventura:
    º Caso Clínico
    caso do dia 31/08/2010

    Termos desconhecidos

    * Síndrome do 1º arco branquial



    Objetivos


    * Quantos e quais são os arcos branquiais, e como se dá o seu desenvolvimento no período embrionário

    *Como se forma a maxila , mandíbula, lábios superiores

    *Como se forma o nariz e o zigomático

    *Importância da membrana bucofaíngea

    *O que é Hipoplasia malar

    *Formação do estomodeu

    *Qual a causa da síndrome do 1º arco branquial

    *Como corrigir Fenda palatina , e saber se a correção sana realmente de uma vez, ou se é necessário reparos ao longo do tempo.

    * Quais os possíveis defeitos causados nos olhos e orelhas do paciente


    Ok pessoal, esses foram os termos e objetivos do nosso noo caso!
    1 de setembro de 2010 18:55

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  2. Jackson disse:

    A displasia óculo auriculo vertebral ou síndrome de Goldenhar é caracterizada por anomalias vertebrais, macrostomia, com ausência de formação ou atrofia de ramo e côndilo mandibular. Também é conhecida como síndrome do primeiro arco, síndrome do primeiro e segundo arco branquial e microssomia hemifacial.
    Suas manifestações são: assimetria da face, deslocamento e má formação do pavilhão auditivo. Fenda palatina e lábio leporino. No lado afetado, a maxila, o temporal e a mandíbula ficam aplanados e reduzidos.
    Observa-se também, no lado afetado, a comissura palpebral um pouco mais baixa.
    Indivíduos afetados podem apresentar anomalias ósseas, principalmente na coluna vertebral. Na mandíbula há uma má formação do côndilo e também uma ausência da fossa mandibular no temporal.

    Fonte: http://www.papaizassociados.com.br/site/news-completo.asp?id=2

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  3. Etel disse:

    A formação da face se inicia na 4 semana de desenvolvimento embrionário. As três camadas embrionárias estão em desenvolvimento facial, incluindo a formação da boca primitiva, do arco mandibular, do processo maxilar, processo frontonasal e nariz. O desenvolvimento facial depende de cinco processos faciais que se formam na quarta semana e envolvem a boca primitiva do embriçao. Estes são os processos frontonasal (ímpar), mandibular (par) e maxilar (par). Eles são o centro de crescimento da face e concluem seu desenvolvimento na 10 semana de período fetal. A maioria dos tecidos faciais desenvolve-se por fusão das proeminências ou tecidos sobre a mesma superfície do embrião. Uma fenda ou sulco está inicialmente localizada entre essas proeminências adjacentes, à medida que elas são criadas por crescimento, morfogênese e diferenciação. Durante esse periodo de fusão os sulcos sçao geralmente eliminados pelos tecidos mesenquimais que migram para regiçoes subjacentes, tornando a superfície do embrião lisa. Essa migração ocorre pelo mesênquima subjacente cresce e fusiona-se profundamente sob a superfície ectodérmica. Algumas vezes um sulco ou linha permanece na superfície facial, demonstrando onde ocorreu a fusão. Uma exceção para esse tipo de fusão facial é a que ocorre durante o desenvolvimento do palato que permite a completa união das proeminências ou tecidos, a partir de diferentes superfícies so embrião. A boca primitiva ou estomodeu aparece inicialmente como uma depressão rasa na superfície ectodérmica do embrião, na extremidade encefálica, antes da quarta semana. Nesse momento, o estomodeu está limitado na sua profundidade pela membrana orofaríngea.Essa membrana temporária é constituída de ectoderma, camada externa que se sobrepõe ao endoderma, tendo sido formada durante a terceira semana do desenvolvimento pré-natal.A membrana também separa o estomodeu da faringe primitiva, que é a parte cranial do intestino anterior. O primeiro evento que ocorre no desenvolvimento da face, durante a quarta semana, é a ruptura da membrana orofaríngea. Com essa ruptura a boca primitiva aumenta em profundidade e amplia-se. Assim, os fluidos da cavidade amniótica que envolvem o embrião, tem acesso à faringe primitiva por meio do estomodeu. No futuro o estomodeu dará origem a cavidade oral, que será revestida pelo epitélio oral, derivado do ectoderma.


    http://books.google.com.br/books?id=kzt9vDeUlG4C&pg=PA41&lpg=PA41&dq=forma%C3%A7%C3%A3o+do+estomodeu&source=bl&ots=3tzQ8CTFg2&sig=kP2CrzO1pHOmCgU7KXWFxX0Vqzw&hl=pt-BR&ei=LUuBTP3nE4a0lQeqHQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CBUQ6AEwAA#v=onepage&q=forma%C3%A7%C3%A3o%20do%20estomodeu&f=false
    3 de setembro de 2010 13:46

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  4. Síndrome do Primeiro Arco

    Desenvolvimento anormal dos componentes do primeiro arco faríngeo resulta em várias anomalias congênitas dos olhos, orelhas, mandíbula e palato, que juntos constituem a síndrome. Acredita-se que esta síndrome resulte da migração insuficiente de células da crista neural durante há quarta semana.
    Ocorrendo duas manifestações principais é síndrome:
    Síndrome de Treacher Collins (disostose mandibulofacial), causada por um gene autossômico dominante, há hipoplasia malar (subdesenvolvimento dos ossos zigomáticos da face) com inclinação para baixo das fissuras palpebrais, defeitos das pálpebras, orelhas externas deformadas e algumas anormalidades das orelhas médias e interna.
    Síndrome de Pierre Robin - estão presentes hipoplasia da mandíbula, fenda palatina e defeitos do olho e da orelha. O defeito inicial é uma micrognatia.
    FONTE: KEITH L., Moore. Embriologia Clínica, 7° edição.

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  5. MUITO BEM CONTINUEM DISCUTINDO OS OBJETIVOS. ÓTIMO PESSOAL O CAMINHO É ESTE.

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  6. Formação do Nariz:
    A medida que a face se desenvolve, os placoides nasais tornam-se deprimidos, formando fossetas nasais. A proliferação do mesenquima
    subjacente forma as saliencias nasais medias e laterais, que resulta no aprofundamento das fossetas nasais e na formação dos sacos nasais
    primitivos. Cada saco nasal cresce dorsalmente, em posição ventral ao encefalo em desenvolvimento. Inicialmente, os sacos nasais estão separados da cavidade oral pela mebrana oronasal. Esta membrana se rompe ao final da 6° semana, fazendo com que a cavidade nasal
    e oral se comuniquem. Um tampão eptelial forma-se na cavidade nasal pela proliferação das celulas que a reveste. Entre 3 e 15 semanas, este tapão é reabsorvido e desaparece.
    Enquanto estas alterações estão ocorrendo, es conchas superior, meia e inferior se desenvolvem como elevações das paredes laterais das cavidades nasais. Concomitantemente, o epitelio ectodérmico do teto de cada cavidade
    nasal se especializa para formar o epitelio olfatorio. Algumas celulas epitelias se diferenciam em celulas receptoras olfativas(neuronios). Os Axonios estas celulas constituem os nervos olfatorios, que crescem para os bulos olfatorios do encefalo.

    Fonte da fomação do nariz:
    8° Edição livro keith L. Moore / T.V.N Persaud
    Ed: Elsevier

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  7. DESENVOLVIMENTO DA MAXILA

    A maxila desenvolve-se através de um centro de ossificação do primeiro arco branquial. A ossificação também progride para o processo frontal da maxila e para a região dos processos palatinos para formar o palato duro. Há também durante o desenvolvimento do arco zigomático o aparecimento de uma cartilagem secundária zigomática que vai contribuir no desenvolvimento da maxila. Ao nascimento o processo frontal da maxila está bem demarcado e o corpo da maxila é pequeno, visto que o seio maxilar é rudimentar, pois seu desenvolvimento tem início na 16ª semana de gestação, mas seu crescimento ocorre principalmente após o nascimento.

    Fonte: Histologia e Embriologia oral – Eduardo Katchburian e Victor Arana – 2ª Edição

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  8. Desenvovimento da Mandíbula

    Inicia-se na 6ª SVIU.A Cartilagem de Meckel dá origem à mandíbula,a Porção média da mandíbula se degenera;as extremidades posteriores originam o martelo e a bigorna;
    os dois terços anteriores dão suporte para ossificação intramembranosa da mandíbula.
    Nas extremidades anteriores ocorre a formação endocondral da sínfise mandibular.
    A Sínfise possui ossificação intramembranosa,ocorrendo pela fusão das cartilagens de Meckel.
    Os côndilos possuem ossificação endocondral a partir da extremidade da ossificação intramembranosa.

    DESENV. DA FACE DO LIVRO MJOR, FEJERSKOV 1990

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Complementando o que Érica postou;A Síndrome de Treacher Collins ou disostose mandibulofacial apresenta-se com deformidades crânio-faciais, tendo expressão e severidade variável. É uma malformação congênita que envolve o primeiro e segundo arcos branquiais. A Síndrome de Treacher Collins é rara e sua incidência está estimada em uma faixa de 1:40000 a 1:70000 nascidos vivos. Esta síndrome é caracterizada por anormalidades dos pavilhões auriculares, hipoplasia dos ossos da face, obliqüidade antimongolóide das fendas palpebrais com coloboma palpebral inferior e fissura palatina. A Síndrome de Treacher Collins raramente está associada com atresia coanal. Estes pacientes são apropriadamente acompanhados por uma equipe multidisciplinar que inclui cirurgiões crânio-faciais, oftalmologistas, fonoaudiologistas, cirurgiões dentistas e otorrinolaringologistas.

    Histologia e Embriologia oral – Eduardo Katchburian e Victor Arana – 2ª Edição

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  11. No tratamento das fendas lábio-palatinas, recomenda se aguardar que o crescimento da criança complete para que a cirurgia seja realizada. Contudo, essa abordagem possui várias desvantagens: se a disfunção orolabial persistir após a correção cirúrgica da falha labial, sua influência persistirá durante o crescimento e poderá acarretar um desequilíbrio dento-facial severo. Sendo que a intervenção cirúrgica em RN não e realizada pela dificuldade do procedimento sendo praticamente impossível identificar os componentes musculares, e as estruturas existentes são subdesenvolvidas e quase sempre incapazes de tolerar suturas de apoio. Além disso, a abordagem cirúrgica tardia pode não ser capaz de corrigir outras deformidades causadas pelo próprio crescimento, tais como obstrução nasal, respiração bucal, dessimetria nasal e incapacidade do paciente em projetar simetricamente o lábio superior. Sem mencionar problemas psíquicos causados pela dificuldade de interação social que a criança poderá sofre durante seu crescimento
    De um modo geral, todas as técnicas que empregam deslocamento anteromedial de retalhos mucoperiósteos palatais devem ser evitadas. A melhor alternativa consiste em fechar o palato em duas cirurgias distintas. A primeira, realizada aos 6 meses de vida e simultânea à correção do defeito labial, serve para fechar o palato mole. Na segunda etapa, realizada por volta do 1 ano de vida, fecha-se o palato duro utilizando apenas a mucosa palatal que cobre as margens da fenda.

    http://boasaude.uol.com.br/

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  12. Labio Leporino/ fenda palatina
    Definição:
    Defeito facial de nascimento (anomalia congênita). O lábio leporino afeta o lábio superior, variando desde uma incisura até uma fissura completa que se estende até o nariz. A fenda palatina afeta o céu da boca, com um sulco que pode se estender até a arcada dentária (palato duro). Estas anomalias podem aparecer em conjunto ou separadas.

    Causas, incidência e fatores de risco:
    O lábio leporino e fenda palatina são malformações faciais que podem ocorrer em conjunto ou separadas. Podem também ocorrer em associação a outras síndromes e defeitos congênitos. A separação do lábio pode variar de uma incisura pequena a uma separação completa que se estende até o nariz. As causas destas malformações podem ser genes mutantes ou teratogênios (agentes que causam anomalias em um feto em desenvolvimento, como certos vírus ou substâncias químicas). Além da deformação, estas anomalias podem causar dificuldades de alimentação e problemas com o desenvolvimento da fala. Os fatores de risco são antecedentes familiares de lábio leporino e fenda palatina e a presença de outros defeitos congênitos.
    Fonte: http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001051.htm
    Fotos fortes: http://www.ultrasom3d.com.br/imagens/thumb/83_pq.jpg
    http://1.bp.blogspot.com/_kXevG1Yv8No/Scq-DTIfxZI/AAAAAAAAAHc/JgGTGwtoDbk/s400/lep.jpg
    3 de setembro de 2010 15:16

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  13. O tratamento do lábio leporino e fenda palatina envolve diversas especialidades médicas, incluindo cirurgiões plásticos, ortodontistas, fonoaudiólogos e outros. O tratamento pode se estender por vários anos.

    A cirurgia para fechar o lábio leporino geralmente é realizada com um ou dois meses de idade. Cirurgias posteriores podem ser necessárias se houver envolvimento nasal extenso.

    Embora o tratamento possa se estender por vários anos e exigir várias cirurgias dependendo do comprometimento, a maioria das crianças afetadas por este distúrbio pode atingir aparência, fala e alimentação normais. Para alguns, os problemas de fala podem continuar.
    http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001051trt.htm

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  14. As anomalias da primeira fenda branquial constituem-se em um grupo especial de malformações congênitas na região cérvico-facial. São raras mesmo entre as anomalias branquiais, com incidência variando entre menos de 1 até 25% destas. Muitas teorias foram propostas para explicar o surgimento das anomalias branquiais, sendo a mais aceita aquela que sugere uma involução incompleta do aparato branquial. Objetivo: Identificar as formas de apresentação anatômica e clínica destas anomalias, bem como avaliar os métodos de diagnóstico e tratamento utilizados. Material e método: Revisamos os prontuários de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico para anomalias da primeira fenda branquial no período de Janeiro de 1991 a Dezembro de 1999. Resultados: Foram identificados 11 pacientes, sendo 4 do sexo masculino e 7 do sexo feminino. A idade ao diagnóstico variou entre 8 e 66 anos, com média de 22,3 anos. Quanto às formas de apresentação anatômica, 7 manifestaram-se na forma de seio, 3 como cistos e apenas um como fístula. A queixa mais freqüente foi a de episódios de infecções prévias com drenagem de secreção periauricular (72,7%). Todos os pacientes foram tratados cirurgicamente, com índice de recidiva de 27,2%. Nenhuma outra complicação foi observada. Conclusões: A forma mais freqüente de apresentação em pacientes que requerem tratamento cirúrgico é a de seios periauriculares com episódios repetidos de eliminação de secreção purulenta. Infecções recorrentes e drenagens cirúrgicas prévias dificultam o tratamento cirúrgico e favorecem as recidivas.

    Artigo da Revista International Archives of Otorhinolaryngology

    Ano: 2001 Vol. 5 Num. 3 - Jul/Set - (8º)

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  15. como se forma o labio superior e os palatos duro e mole?

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  16. Os arcos faríngeos sustentam as paredes laterais da da farínge primitiva,que deriva da parte cefálica do intestino anterior.
    A boca primitiva ou estomodeu aparece inicialmente como uma pequena depressão do ectoderma superficial.
    Ela está separada da cavidade da faringe primitiva por uma membrana bilaminar: a membrana bucofaríngea.

    Esta é composta externamente por ectoderma e internamente por endoderma.A membrana bucofaríngea se rompe em torno de 26 dias,fazendo com que a farínge primitiva e o intestino anterior se comuniquem com a cavidade amniótica.

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  17. Referencias bibliográficas :

    embriologia clínica Moore/Persaud

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  18. O palato se desenvolve a partir de 2 primórdios:
    o palato primário e o secundário.

    Se inicia no final da quinta semana,entretanto o desenvolvimento do palato nao se completa antes da décima segunda semana.O período critico do desenvolvimento do palato vai do final da sexta semana até o início da nova semana.

    No início da sexta semana o palato primário - processo palatino mediano começa o seu desenvolvimento a partir da porção profunda do segmento intermaxilar da maxila.Esse segmento formado a partir da fusão das saliencias nasais médiais,é uma massa de mesenquima em forma de cunha entra as superfícies internas das saliencias maxilares das maxilas em desenvolvimento.Ele forma a parte pré-maxilar da maxila.
    representa apenas uma pequena parte do palato duro no adulto.

    O palato secundário é o primórdio das partes duras e moles do palato.
    Começa a se desenvolver no inicio da sexta semana a partir de 2 projeções mesenquimais que se estendem as faces internas das saliencias maxilares.Essas estruturas os processos palatinos laterais se projetam inferomedialmente a cada lado da língua.A partir da 7 e 8 semana o processo palatino lateral se alonga e ascendem para a porçao horizontal superior a da língua.Eles se aproximam um do outro fundindo-se no plano mediano,

    Se fundem tambem com o septo nasal e com a parte posterior do palato primário.

    Gradativamente,desenvolve-se osso no palato primário,formando a parte pré-maxilar da maxila,que aloja os dentes incisivos.

    O osso depois avança a partir da maxila e do palato para os processos palatinos laterais para formar o palato duro.As partes posteriores destes processos nao sao ossificadas.Elas se estendem posteriormente para aléem do septo nasal,fundindo-se para formar o palato mole,incluindo sua projeção cônica mole a úvula.

    obs:A rafe palatina mediana indica a linha de fusão dos processos palatinos laterais.

    Moore/persaud

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  19. 1-Como se forma o canal naso lacrimal e os sulcos faciais?
    2-como se dá a formação da testa, nariz e seios paranasais?

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  20. Este comentário foi removido pelo autor.

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  21. Os seios paranasais são cavidades aeradas e revestidas por mucosa do tipo respiratório ciliado localizadas nos ossos ao redor das fossas nasais, comunicando-se com estas através de canais e óstios. Podem ser classificados em anteriores (maxilar, frontal e etmoidal anterior que se comunicam com o meato médio) e posteriores (etmoidal posterior e esfenoidal que se abrem ao nível do meato superior). No meato inferior se abre o conduto naso-lacrimal.
    1) SEIO MAXILAR

    Ao nascer o seio maxilar é apenas um divertículo da fossa nasal, medindo de 7 a 14 mm de comprimento.

    Aos 12 anos, com a erupção da segunda dentição, atinge o desenvolvimento completo.

    Comunica-se com a fossa nasal através de um óstio no meato médio óstio natural sempre presente) e orifícios secundários ou acessórios (denominados de óstio acessório de Giraldes) na fontanela posterior e mais raramente na anterior (nem sempre presentes).

    Relações: superior - órbita; inferior - pálato; medial - fossa nasal; posterior - fossa ptérigopalatina
    2) SEIO FRONTAL

    Surge após o nascimento, através de uma célula etmoidal anterior entre as tábuas interna e externa do osso frontal, aos quatro anos de idade.

    Pouco desenvolvido até os sete anos, adquirindo maturação completa após os 10 ou 12 anos de idade.

    Pode haver agenesia do seio frontal ou desenvolvimento exagerado (grande variação anatômica em relação ao tamanho tanto entre vários sujeitos como entre os lados direito e esquerdo no mesmo sujeito).

    Comunica-se com o meato médio através do ducto nasofrontal.

    Relações: posterior - fossa craniana anterior; inferior - órbita

    3) SEIO ETMOIDAL

    Constituído por um conjunto de células com volume total de cerca de 2 a 3 cm³.

    Ao nascer são pequenas eventrações arredondadas, iniciando o desenvolvimento a partir do segundo ano de vida, com maturação ao redor dos 12-13 anos.

    O conjunto de células são denominadas de labirinto etmoidal.

    A lâmina óssea de inserção do corneto médio, divide as células etmoidais em dois grupos principais: etmóide anterior e etmóide posterior.

    Relações: medial - fossa nasal; lateral - órbita; superior - fossa craniana anterior; posterior - seio esfenoidal
    4) SEIO ESFENOIDAL

    A formação se inicia aos nove meses de idade e prossegue até a idade adulta, havendo relações importantes com a cavidade craniana.

    Durante o desenvolvimento este seio pode invadir até a grande asa do esfenóide (como o frontal varia em tamanho).

    Relações: superior - sela turca, fossa cerebral anterior; posterior: -fossa cerebral posterior; lateral: -carótida interna e nervo ótico; anterior - seio etmoidal
    http://www.dgsotorrinolaringologia.med.br/apost_sinusopatias.htm

    J. Cabral

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  22. o lábio superior se forma pela fusão dos processos maxilares e nasais mediais, e a partir do tecido remanescente de células centrais da lâmina vestibular tem origem o freio labial superior.
    O freio labial (é uma prega fina, triangular, de base voltada para cima, em lâmina de faca)é constituído basicamente por três planos: um plano mais superficial, formado por epitélio pavimentoso estratificado queratinizado; um plano intermediário ou lâmina própria, formado por tecido conjuntivo frouxo, contendo também fibras elásticas; um plano mais profundo, submucoso, contendo glândulas mucosas e vasos linfáticos. Se presentes, as fibras musculares derivam do músculo orbicular dos lábios.
    No recém nascido o freio labio é inserido na papila palatina. Com o crescimento e a erupção dentaria, ele é inserido na porção interna do labio superior

    Fontes:
    http://boasaude.uol.com.br/realce/showdoc.cfm?libdocid=15202&ReturnCatID=20035

    http://www.angelfire.com/nm/cirurgia/freio/freio.html

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  23. Os Seios Paranasais

    Alguns seios paranaisais desenvolvem-se tardiamente na vida fetal; os restantes formam-se após o nascimento. Eles surgem como saliências, ou divertículos, nas paredes das cavidades nasais e tornam-se extensões, cheias de ar, das cavidades nasais nos ossos adjacentes-p.ex., os seios maxilares nas maxilas e os seios frontais nos ossos frontais. As aberturas originais das saliências persistem como os orifícios dos seios no adulto (Moore, 1992)


    A maioria dos seios paranasais é rudimentar ou está ausente no recém-nascido. Os seios maxilares são pequenos ao nascimento(cerca de 3 a 4 mm de diâmetro), e há apenas umas poucas células (cavidades) etmoidais anteriores e posteriores. Os seios maxilares crescem lentamente até a puberdade, atingindo seu desenvolvimento final somente após a erupção de todos os dentes permanentes, no início da fase adulta. Nenhum seio frontal ou esfenoidal está presente ao nascimento. As cavidades (seios) etmoidais são pequenas antes dos dois anos de idade e só começam a crescer rapidamente após os seis ou oito anos.
    Por volta dos dois anos de idade, os dois seios etmoidais mais anteriores penetram no osso frontal, formando um seio frontal de cada lado. Normalmente, os seios frontais são visíveis em radiografias a partir dos sete anos de idadee. O septo entre os seios frontais direito e esquerdo raramente está no plano médio. As duas cavidades etmoidais mais posteriores penetram no osso esfenóide por volta dos dois anos, formando dois seios esfenoidais. No adulto, os seios esfenoidais variam muito em tamanho (MOore, 1992). O crescimento dos seios paranasais é um elemento importante na transformação do tamanho e da forma da face durante a infância, além da ressonância à voz durante a adolescência.

    Embriologia Clínica Moore/Persaud

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  24. * Quantos e quais são os arcos branquiais, e como se dá o seu desenvolvimento no período embrionário?


    § No total são 6 acos branquiais, que se desenvolvem nos primeiros dias da quarta semana de gestação quando também ocorre a migração das céllulas da crista neural.

    § O primeiro arco branquial inclui os primórdios dos maxilares que aparecm como uma discreta elevação superficial lateral. No fim da quarta semana, visualizam-se quatro pares de bem definidos de arcos banquiais. O quinto e o sexto são muito pequenos, não visíveis na superície do embrião humano.


    Pequeno resumo sobre os arcos:

    § 1° arco: Processos maxilar e mandibular; músculos mastigatórios, entre outros; ligamento anterior do martelo, entre outros; nervo trigêmio.
    § 2° arco: Músculos da face, ligamento estilohióide, entre outros; nervo facial.
    § 3° arco: Grannde corno e parte caudal do corpo do hióide, parte posterior do digástrico. Nervo facial.
    § 4° arco: músculos constritores da faringe, cartilagens da tireóide, úvula, músculo palato grosso, entre outros; nervo laríngeo superior (ramo do vago).
    § 5° arco: Temporário e desaparece.
    § 6° arco: Músculos intrínsecos da laringe. Nervo laríngeo recorrente (ramo do vago).

    referência: Histologia e embriologia oral - Katchburian, Eduardo. 2ª Edição 2004.

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  25. 2º Arco A cartilagem do segundo arco (cartilagem de Reichert) origina o estribo, a apófise estilóide do temporal, o ligamento estilo-hioideu, e ventralmente o corno menor do hioide e a parte superior do corpo. Os músculos são o estapédio, estilohioideo, ventre posterior do digástrico, auriculares e da expressão facial. O nervo para o 2º arco é o facial.


    3º Arco
    A cartilagem deste arco origina a parte inferior do corpo do hióide e os cornos maiores. O músculo estilofaríngeo da responsabilidade do nervo glossofaríngeo

    http://www.tiosam.net/enciclopedia/?q=Arcos_far%C3%ADngeos#3.C2.BA_Arco

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  26. Sendo mais exato sobre o 2°arco faríngeo:

    § 2° - O segundo arco forma o osso hióide e as regiões adjacentes do pescoço. O pavilhãoo auditivo é formado pelas regiões dorsais do primeiro e do segundo arco branquial.
    Forma os músculos da face, estribo, processo estilóide do osso temporal, ligamento estilohióideo, pequenos cornos do hióide, parte posterior do digástrico. Nervo: facial.

    O 3° foi supracitado no meu post acima.

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  27. Eu postei ontem, dia 13/09 e agora não está aparecendo aqui. E quando entrei, no meu computador, só mostrava apenas 4 postagens e agora estou vendo aqui na biblioteca da faculdade que tiveram maispostagens e que não apareceram no meu.

    Tem algo de errado? E pior, eu copiei textos do livro.
    Queria saber se isso aconteceu com mais alguém.

    Georgia Falcão

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  28. referemcia do meu outro post:
    Histologia e embriologia oral - Katchburian, Eduardo. 2ª Edição 2004.

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